Epidemia silenciosa: Brasil projeta salto na obesidade e acende alerta para a saúde dos jovens

 


Epidemia silenciosa: Brasil projeta salto na obesidade e acende alerta para a saúde dos jovens

Com 31% da população adulta convivendo com a doença, país enfrenta o desafio de reverter ambientes “obesogênicos” e o consumo desenfreado de ultraprocessados

Dados do recém-lançado Atlas Mundial da Obesidade 2025 revelam que o Brasil vive uma verdadeira epidemia: atualmente, 31% dos brasileiros adultos sofrem com obesidade, e a projeção para os próximos anos é de crescimento contínuo. Se o ritmo atual for mantido, estima-se que, até 2030, o número de mulheres com obesidade possa crescer 46,2%, enquanto entre os homens o aumento previsto é de 33,4%.



Para a endocrinologista Fernanda Loyola, da Clínica Vittá, a obesidade não deve ser compreendida apenas como uma “escolha individual”, mas como uma doença crônica e multifatorial. A especialista reforça que, embora a genética tenha um papel importante na regulação da fome e do armazenamento de gordura, ela não é um destino inevitável.

“A genética influencia a suscetibilidade, mas o ambiente e o estilo de vida modulam a expressão desses genes”, afirma a endocrinologista. Ela pontua que intervenções precoces, especialmente em famílias com histórico da doença, são fundamentais para modular a expressão desses genes por meio de hábitos saudáveis.

Entre as principais causas, estão o aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, que são ricos em açúcares, gorduras e sódio e pobres nutricionalmente – como macarrão instantâneo, refrigerantes e biscoitos –, o crescente tempo de tela e redução da atividade física no cotidiano, o que pode contribuir para estresse crônico, ansiedade e distúrbios do sono.

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