quarta-feira, maio 04, 2011

Dra. Rosemary Gusmão Crocetti – Destaque: Médico (Oncologia pediátrica)

Realizando o serviço de oncologia pediátrica, no Hospital Araújo Jorge desde 1979, está Dra. Rose Gusmão. A médica nos informa que este é um serviço de referência a nível nacional, e segundo dados obtidos no ano de 2010, é o segundo maior no Brasil em atendimento pelo Sistema Único de Saúde. A equipe de oncologia pediátrica do Hospital Araújo Jorge visa proporcionar um atendimento de qualidade e possui profissionais competentes, contando com serviços de psicologia, musicoterapia, serviço social, cirurgia pediátrica, ortopedia, neurologia, oncologia pediátrica, entre outros, a profissional completa “Tentamos fazer uma dinâmica de trabalho. O tratamento é longo e doloroso, tentamos minimizar e melhorar isso ao máximo, tanto para as crianças quanto para a família, acolhendo muito bem”, e ainda informa que o serviço é procurado também por pacientes de outros Estados. Dra Rose conta que o ambiente do hospital é preocupado em ser focado na criança, há brinquedoteca e também várias festas “Procuramos amenizar o tratamento, é lógico que em muitos casos não conseguimos, em se tratando de câncer você sabe que vai perder algum paciente, sabe que ter que lidar com a dor, mas tentamos amenizar isso. Na maioria das vezes conseguimos muita coisa boa”. Para Dra. Rose o maior desafio foi a criação do próprio serviço, o qual não existia no Araújo Jorge quando iniciou seu trabalho, “O maior desafio foi montar uma equipe que vestisse a mesma camisa e nisso eu sou muito feliz porque minha equipe é muito boa” e conta que hoje a luta é outra “Hoje o desafio é tentar motivar as pessoas e tirar este estigma do câncer para os pacientes, fazer ver como uma doença crônica. É difícil, mas tentamos mostrar para as crianças que é uma doença, mas que vai ter cura, afinal 70% dos casos de câncer infantil se curam, é uma estatística boa” Dra. Rose Gusmão informa que se hoje o serviço é digno foi devido a ajuda da própria sociedade, já que o recurso voltado ao SUS é insuficiente, e enfatiza que a oncologia pediátrica ainda depende deste auxílio. A médica finaliza “O que me emociona e me faz lutar mais é saber que o serviço vai continuar mesmo eu não estando mais lá. A equipe faz o serviço correto e é consciente”, informa satisfeita. 

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